
UHE de Santo Antônio, localizada no Complexo do Rio Madeira, em Rondônia (Crédito: B. Delano).
Araraquara (SP) – O Brasil vive um momento de franco crescimento em sua infraestrutura interna, com diversos empreendimentos sendo construídos, nos mais diversos segmentos de atuação. A IESA faz parte deste momento e está trabalhando na fabricação de máquinas para as Usinas Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, localizadas no Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, em Porto Velho, no estado de Rondônia. Os dois empreendimentos estão entre os dez maiores no setor de energia elétrica do mundo na atualidade e, juntas, correspondem a um investimento de US$ 18,2 bilhões. A construção das duas UHE´s deverá acrescentar 6.450 MW de energia elétrica para o Brasil.
A IESA, juntamente com a Andritz Hydro Inepar, está fornecendo para a UHE de Santo Antônio 06 Turbinas Tipo Bulbo (04 pás), 06 Turbinas Tipo Bulbo (05 pás), e 12 Hidrogeradores. Para a UHE de Jirau a empresa está fabricando 08 Turbinas Tipo Bulbo e 07 Hidrogeradores. O contrato das duas UHE´s foi assinado em 2009 e, até o momento, houve um avanço global de fornecimento de mais de 50% dos equipamentos. A expectativa é que a entrega total dos produtos seja finalizada em novembro de 2012, na UHE de Jirau, e em outubro de 2013, na UHE de Santo Antônio.
“A parceria com a Andritz Hydro Inepar alia a tecnologia consagrada de seus projetos de engenharia à extensa e confiável experiência fabril da IESA, resultando na fabricação de equipamentos de alta tecnologia e qualidade”, explica João Santos Barone, Gerente da Área de Geração & Hidromecânicos da IESA. O Consórcio Construtor Santo Antônio (CCSA), contratado pela Santo Antônio Energia, é o responsável pela implantação do empreendimento Usina Hidrelétrica Santo Antônio. No caso da Usina Hidrelétrica de Jirau, a construção está a cargo do Consórcio ESBR (Energia Sustentável do Brasil).
A energia gerada por Santo Antônio e Jirau deverá ser adicionada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que permite o intercâmbio de energia produzida por todas as usinas que compõem o sistema. Essa energia irá suprir a necessidade do aumento anual de oferta de energia elétrica da ordem de 3,3 mil MW médios, entre os anos de 2011 e 2015. No caso de Santo Antônio e Jirau, a energia vai abastecer o consumo dos moradores de Porto Velho (RO), e também dos consumidores de energia de outras regiões do país.
A IESA já forneceu equipamentos para importantes empreendimentos de energia elétrica no Brasil e no mundo. Entre as principais obras estão as UHE´s de Tucuruí (PA), Mauá (PR), Campos Novos (SC), Batalha (GO e MG), São Salvador (TO), Três Gargantas (China) e Wuskwatim (Canadá).
Como funciona uma Usina Hidrelétrica

A estrutura de uma Usina Hidrelétrica é composta, basicamente, por barragem, sistema de captação e adução de água, casa de força e vertedouro, que funcionam em conjunto e de maneira integrada. Para produzir a energia hidrelétrica é necessário integrar a vazão do rio, a quantidade de água disponível em determinado período de tempo e os desníveis do relevo.
A barragem tem a função de interromper o curso normal do rio e permitir a formação do reservatório. Além de armazenar a água, eles permitem a formação do desnível necessário para a configuração da energia hidráulica, a captação de água no volume adequando e a regularização da vazão dos rios em períodos de chuva ou estiagem.
Os sistemas de captação e adução são formados por túneis, canais ou condutos metálicos que têm a função de levar a água até a casa de força. É nela que estão localizadas as turbinas, formadas por uma série de pás ligadas a um eixo conectado ao gerador. Durante o seu movimento giratório, as turbinas convertem a energia cinética (do movimento da água) em energia elétrica, por meio dos geradores que produzirão a eletricidade. Depois de passar pela turbina, a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga. Os principais tipos de turbina são: Pelton, Kaplan, Francis e Bulbo. A turbina tipo Bulbo é usada nas usinas fio d´água por ser indicada para baixas quedas e altas vazões, não exigindo grandes reservatórios.
Por último, há o vertedouro. Sua função é permitir a saída da água sempre que os níveis do reservatório ultrapassam os limites recomendados. Em períodos de chuva, o processo de abertura de vertedouros busca evitar enchentes na região de entorno da UHE.
Com informações da ANEEL